terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mãe! palavras machucam...



Tudo dói.Dói ser trocada,dói ser expulsa de casa e dói mais ainda quando não se tem para onde ir,para onde fugir se é que se pode fugir de alguma coisa nesse mundinho de Deus me salve, please!Dói ser trocada por coisas inúteis que nem você sabe ao certo o que é.O ruim de estar viva é isso, sentir dores indesejáveis e desejos sem fim.É diferente ouvir quando se é pequeno da sua mãe um “Eu te odeio e maldita hora em que te coloquei no mundo”de ouvir exatamente isso quando se é adulto; o sentimento de impotência é o mesmo, a dor é a mesma,mas algo é diferente...crianças são inocentes e capazes de amar apesar de tudo, e adultos são rancorosos.E mesmo eu falando sem parar,pensando sem parar continua doendo sabe porque? Porque o amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

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