terça-feira, 24 de maio de 2011

Talvez eu precise realmente preferir os ursos.

Considero-me uma mulher como outra qualquer,pelo menos fisicamente.Não tenho seios extremamente grandes que façam de mim "gostosa" – já disse o quanto odeio essa palavra? – ou uma barriga que faça os homens tirarem minha blusa enlouquecidamente, na verdade,às vezes até eu morro de preguiça de fazer isso.Vivo em um lugar distante,onde provavelmente ninguém que leia esse texto conheça.Lugar onde o dia passa devagar,e as pessoas não se importam com que você veste.Não que isso seja um problema,eu adoro isso.
Adoro cantar no espelho.Ser clichê é divertido,e admitir isso mais ainda.Mas infelizmente,minha descrição não acaba nessa frase.Por dentro me sinto diferente do resto do mundo:Tenho um coração que funciona ao contrário... lembro repetidamente de pessoas apaixonantes.Queria me livrar dessa mania,mas quanto mais tento,mais faço.
Não brinco com homens,apenas não desobedeço meu coração.Gosto de intensidade,mas odeio falta de liberdade.Quando percebo minhas borboletas estão entrando em extinção,abro minhas enormes e brilhantes asas invisíveis e saio voando por aí.Mudo o número do celular,entro sempre offline e atravesso a rua para não esbarrar.Acho que a maioria dos caras,são tão imaturos que precisem amadurecer dentro de mim por alguns meses.Aí depois volto,relembro,me entrego e me esqueço.
Guardo os ursinhos que ganhei até hoje embora eu tenha alergia á pelos,não posso durmir com eles toda noite mas eu gostaria.E se quer saber,a maioria deles cheira bem,diz "eu te amo" com um abraço,e a melhor parte,não cobram ou esperam nada por isso.

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